Bem-Vindo

Setembro


Setembro 2020

Amigos

Está pelas rabeiras o movimento normal dos meses de verão. Este ano o mês de agosto foi menos movimentado, fruto da pandemia. Esperamos que no próximo ano tudo tenha já passado e nos possamos reencontrar e, se assim for, havemos de festejar a dobrar. Agosto trouxe-nos um dia de chuva; foi só um dia, mas foi dos bons. Agora bem precisávamos doutro igual; lá se iam os últimos figos, mas as árvores bem agradeciam.

Publicamos hoje um novo conto sobre os sítios de Benlhevai. Desta vez é sobre a Pena do Corvo, que a bem dizer já fica no termo de Vale Frechoso, mas é nosso também. No tempo em que se ia a pé a Vila Flor (há uns 50 ou 60 anos), era um sítio de referência.

Esta história bem podia ter acontecido. Na altura havia sempre o perigo de aparecerem as temidas quadrilhas de ladrões, e era nestes sítios como a Pena do Corvo que eles atacavam.

Esperamos que gostem e ficamos ansiosamente à espera da vossa opinião. É muito importante que no-la dêem, e agradecemo-la desde já.

Um abraço benlhevaense para todos vós.

Septembre 2020

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Les Amis

Nous venons de publier une nouvelle histoire sur un nouveau lieu de Benlhevai - "La Plume du Corbeau" (Pena do Corvo). 

Nous publions ces histoires dans la section de cette page (benlhevai.net) «LENDAS E HISTÓRIAS» (LÉGENDES ET HISTOIRES).

Vous pouvez nous envoier votre opinion par commentaires sur cette page, par email benlhevai@benlhevai.net, sur le Facebook de José Maria Sousa Fernandes ou Sérgio Sousa, comme vous voulez, l'mportant c'est que vous nos donnez votre opinion.

On vous embrasse, à tous.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Août 2020

Les Amis

Nous venons de commencer un nouveau projet dans cette page de Benlhevai. À l'équipe habituelle - José Maria Fernandes et Sérgio Sousa, se sont rejoints des nouveaux membres pour mener cette grande aventure, celle d'écrire des histoires sur les différents lieux de Benlhevai et de les publier en portugais et en français.

Nous avons maintenant avec nous Vítor Fernandes, l'auteur des histoires, Artur Fernandes, qui fait la première traduction en français et Bernadette Lesage (pour ceux qui ne connaissent pas le nom, c'est Lourdes, fille de M. Gracindo et Mme Carolina), qui complète cette traduction.

Nous publierons ces histoires dans la section de cette page (benlhevai.net) «LENDAS E HISTÓRIAS» (LÉGENDES ET HISTOIRES).

Nous savons que nous avons des nombreux lecteurs qui résident dans des pays francophones et qui ont des difficultés ou ne savent même pas lire en portugais. Certains d'entre eux sont déjà nés dans ces pays et sont les enfants ou petits-enfants des portugais qui ont quitté un jour le Portugal à la recherche d'une meilleure vie.

Notre travail est également un hommage à ces héros de Benlhevai, dont certains sont déjà décédés. Nous voulons aider ses enfants et petits-enfants à cultiver l'amour pour Benlhevai et leurs racines.

Ce travail n'aura pas de sens sauf que ces histoires soient lues. C’est donc pour cela que nous faisons ici un appel:

TOUT LE MONDE doit nous dire quelque chose. Nous voulons connaître votre opinion. Faites-le par commentaires sur cette page, par email benlhevai@benlhevai.net, sur le Facebook de José Maria Sousa Fernandes ou Sérgio Sousa, par lettre, personnellement ; de toute façon, peu importe comment, nous avons besoin de connaître votre opinion.

On vous embrasse, à tous.

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Agora em português:

Amigos

Estamos a iniciar um projeto novo nesta página de Benlhevai. À equipa habitual – José Maria Fernandes e Sérgio Sousa, juntaram-se agora novos membros para levar a cabo uma grande aventura, a de escrever histórias sobre os vários locais de Benlhevai e publicá-los em português e em francês.

Temos agora connosco o Vítor Fernandes, o autor dos contos, o Artur Fernandes, que faz a primeira tradução para francês e a Bernadette Lesage (para quem não conheça o nome, é a Lurdes, filha do Sr. Gracindo e da Sra. Carolina), que completa essa tradução.

Vamos publicar estes contos na secção desta página (benlhevai.net) “LENDAS E HISTÓRIAS”.

Sabemos que temos muitos leitores que residem em países de língua francesa e que têm dificuldade ou nem sabem ler em português. Alguns deles já nasceram nesses países e são filhos ou netos de benlhevaenses que um dia saíram de Portugal à procura duma vida melhor.

Este nosso trabalho é também uma homenagem a esses heroicos benlhevaenses, alguns já falecidos. Queremos ajudar os seus filhos e netos a cultivarem o amor por Benlhevai e pelas suas raízes.

Este trabalho só fará sentido se tiver quem leia os contos. Assim, fazemos aqui um apelo:

TODOS, MAS MESMO TODOS, devem dizer-nos alguma coisa. Queremos saber a vossa opinião. Façam-no por comentários nesta página, pelo e-mail benlhevai@benlhevai.net, pelo Facebook do José Maria Sousa Fernandes ou do Sérgio Sousa, por carta, pessoalmente, enfim, não interessa como, mas precisamos de saber a vossa opinião.

Um abraço para todos vós.

 

Agosto 2020

Amigos

Chegou o mês de agosto! Especial, como sempre. É o mês dos reencontros e há sempre algo a festejar. Este ano é diferente, como têm sido todos os meses, desde que o malfadado corona vírus apareceu por aí.

Neste início de agosto temos novidades, o “banco do Serafim” está feito, como se pode ver na foto que acompanha a notícia que foi publicada há dias. Vai ficar ali, para sempre, uma recordação do nosso amigo Serafim. É uma merecida homenagem que lhe fazemos, e a data não podia ser melhor – o mês de agosto, o seu mês, aquele pelo qual durante todo o ano ansiosamente aguardava para vir à sua terra, ao encontro dos seus amigos, das suas raízes.

Esta obra foi feita com o dinheiro dos donativos do Serafim e ainda deu para fazermos uma limpeza nas Alminhas (Barreira, Prado e Valado). Está assim encerrado este processo. No que diz respeito a contas, recordamos que tínhamos 397,70 € (total de donativos – 3.276,31 €; total de despesas – 2.878,61 €). O custo destas obras foi de 420,00 €, pelo que damos por encerrado este assunto.

Um abraço para todos

Julho 2020

O mês de julho entrou com toda a força. O calor caiu-nos em cima, intenso, a lembrar que é verão e pelo menos nos próximos dias assim vai continuar. Estamos no tempo dele.

Lentamente começam a aparecer alguns benlhevaenses que vivem fora. O vírus anda por aí, bem o sabemos, mas com as devidas cautelas é bom que nos encontremos. Todos precisamos de voltar ao normal. Ainda vai levar algum tempo para que seja possível, ainda temos que fazer alguns sacrifícios, mas sabe bem termos um cheirinho dos outros verões, reencontrarmo-nos, darmos vida à nossa terra, Benlhevai.

Um abraço para todos.

 

Caminhamos para o Verão, o mês de Junho está quase a meio e a vida vai voltando lentamente ao normal. O malfadado vírus ainda não se foi embora, anda por aí à espreita, mas felizmente não entra nos nossos domínios. Que se mantenha longe, sossegadinho e nos deixe em paz.

Este ano a festa foi diferente, mas por vezes é nestas alturas que conseguimos feitos únicos. A missa foi no Terreiro, o andor do Divino Espírito Santo esteve sozinho, mas este dia vai ficar para a história. Daqui a muitos anos, os nossos netos hão-de contar aos seus netos que num ano apareceu por aí um vírus esquisito, silencioso, perigoso, letal, que alterou por completo as nossas vidas e até fez com que a missa da festa fosse ao ar livre. Mas acabou por ser uma festa simples e muito bonita.

Mudemos de assunto e pensemos no futuro. Um dos nossos benlhevaenses, o Vítor Fernandes, lembrou-se de escrever histórias. Cada uma delas tem por mote o nome de cada um dos sítios do termo de Benlhevai. Tem histórias do Noval, do Valado, da Rijada, da Jeirinha, da Cabeça Gorda, do Picamilho, enfim, de todos estes sítios que formam o corpo de Benlhevai, a sua história e sobretudo A SUA ALMA.

Vamos transcrever um – a Fraga dos Casados – só para aguçar o apetite, porque brevemente vamos começar a publicá-los aqui nesta página de Benlhevai. Aqui vai:

A FRAGA DOS CASADOS

Trazia-a na lembrança dia e noite, a cabeça não lhe dava descanso. Bem rezava o pouco do padre-nosso que sabia, repetia-o até lhe doer a cabeça, mas a maldita da ideia não o largava.

A promessa que tinha feito à Srª dos Remédios dava-lhe alguma esperança, mas até lá … Depois, também não faltava quem o desanimasse, como o tio Marrazes, que na vindima, no seu jeito calmo e bonacheirão, o tinha lembrado:

- Óh rapaz, brancas p’ras brancas, pretas p’ras pretas, tu não vês?

Não era conselho que lhe agradasse, mesmo assim bem tentava tirá-la da cabeça, mas a maldita da ideia, só pra aquilo! Só pra aquilo!

Botava os ombros às traseiras do carro nas subidas, as treitouras até chiavam enquanto a aguilhada furava o couro na zona mais fina das pernas do “carapau”, as veias do pescoço inchavam do esforço e os braços tremiam, mas a cachimónia lembrava-o a todo o instante, e a maldita da ideia p’ra ali.

Todos lhe conheciam o aixe, e era motivo de brincadeira, a cachopa fazia que não via, “- era o que lhe faltava, casar com um aleijado”, mas ele não desarmava e enquanto os bois bebiam mansamente litros de água ao som do assobio, ele de esguelha mirava-a, enquanto ela, dobrada pela cintura, deitava a roupa sobre a erva para a por a corar, mas se alguém a avisava do olhar, escondia-se logo atrás dos olmos que davam sombra aos poços de lavar.

Mas eram estes pequenos momentos que lhe punham o coração aos saltos e na subida para a loje até os bois gostavam do assobio poderoso que se fazia ouvir pela rua acima.

À noite, deitados de costas na Eira da Pedra sob o céu estrelado, perguntava pela milésima vez ao Zé da Veiga, amigo do peito, o único de confiança que tinha, por que é que o raio da rapariga fazia de conta que não o via.

- Domingo, depois da missa, botamo-nos por aí abaixo até Santa Comba. Sei de alguém que te pode ajudar.

- Quem? Tu não me digas! Vamos lá hoje!

- Domingo.

Como de facto! Nas alminhas ainda esperou um pouco pelo Zé da Veiga, ”- rais parta, estava a ver que nunca mais vinhas!”, e lá foram ambos os dois Valcoreiro abaixo, pelo atalho para não perder tempo, e já quase a chegar à Ladeira do Moca, com a pressa e com o coração aos saltos tropeçou, deu um grande trambolhão e bateu de cabeça numa enorme fraga oval que quase impedia o carreirão. Sentiu o sangue pela cara abaixo, devia vir da testa.

- Era o que me faltava!

Arreliado, levantou-se e atirou uma pedrada à enorme fraga, como se a culpa fosse dela, e ficaram os dois a ver o milagre: A pedra, apesar da violência com que foi atirada, parece que parou ao bater na fraga, fez ricochete, subiu e ao cair começou a rodopiar em cima dela e lá ficou.

- Não fazes outra!

- Realmente, parece impossível!

O sangue não parava.

- Temos que voltar para o povo, tens aí uma ferida que não me agrada nada.

A mãe, aflita, enrolou-lhe um pano na testa e a muito custo e com algumas rezas, lá estancou o sangue.

Perdeu os sentidos e quando acordou o coração parece que lhe saía do peito. Do que seria?

Não estava a ouvir bem! A custo pôs os ouvidos a jeito para confirmar o que ouvia:

- … Mas está melhor, ele há cada uma… o que andava para ali a fazer?...

De repente veio-lhe à ideia o raio da pedra que parece que ficou presa em cima da fraga, que lembrança agora…

Era mesmo! A filha da Maria Grande, a “sua” Rosário, ali a perguntar o que tinha acontecido!

Na festa do Divino foi pedi-la aos pais.

Uns meses mais tarde, deitados na mesma Eira:

- Zé, parece maluquice, mas ninguém me tira da ideia que foi aquela fraga que me casou.

- Olha, fica a “Fraga dos Casados”, quem ali passar e que seja capaz de lá segurar a pedra como tu, tem casamento certo. Mas tem que a botar de costas!

Fraga dos casados! Esta está boa…

Um abraço para todos.

Amigos

O assunto dominante continua a ser o vírus que nos veio alterar a vida. Felizmente em Portugal continuamos a enfrentá-lo com valentia, abnegação, bom senso e muita paciência. Por tudo isto, já está a ser possível o regresso à normalidade. No dia 4 começaram a funcionar alguns serviços, dia 18 irão recomeçar outros e no dia 1 de Junho mais uns tantos. Lentamente caminhamos rumo à normalidade. Oxalá continuemos a enfrentar esta tempestade como até aqui.

No resto, a vida em Benlhevai continua influenciada pela nova realidade e aguardamos ansiosamente pelo dia 18 para podermos reatar o convívio que em Benlhevai se faz essencialmente na rua e nos cafés.

O tempo continua incerto, as terras têm humidade que chegue, o que quer dizer que a erva não nos dá tréguas. A fruta é pouca e aproxima-se a fase crítica das oliveiras, a limpa. Têm bastante espiga e se agora começar a vir o sol prevê-se um bom ano de azeite. Se continuar este tempo húmido, pode estragar essa colheita.

Já sabemos que este ano não vamos ter a festa do Divino Espírito Santo e a festa de Agosto também não poderá ser realizada. Paciência, havemos de encontrar outras formas de celebrar essas datas, o convívio, a amizade, todos esses valores que cultivamos em Benlhevai. Assim seja!

Um abraço para todos.

Nesta tempestade que tem atingido o mundo, há países mais afectados, outros menos. Há uma grande diversidade de estudos, reacções também muito diversificadas. Seja qual for o ponto de vista, Portugal aparece sempre como um dos países que melhor tem enfrentado esta tempestade. Como português, sinto-me orgulhoso do que conseguimos fazer!

Hoje, 17 de Abril de 2020, em Portugal as Forças de Segurança decidiram homenagear os profissionais de saúde e um pouco por todo o país assistimos a cerimónias emocionantes, palmas sentidas, uma união genuína, o Hino Nacional cantado por todos a fazer-nos ter orgulho em sermos portugueses.

Ao assistir a estas cerimónias também bati palmas, para eles e para todos nós:

Para o Povo Português em geral que tem cumprido todas as orientações das autoridades da saúde;

Para as autoridades da saúde que têm estado à altura dos acontecimentos;

Para o poder político em Portugal que soube reagir a tempo. Presidente da República, governo, oposição, autarcas, todos têm agido em sintonia, privilegiando a união de esforços e pondo de parte as naturais diferenças políticas;

Para todas as portuguesas e todos os portugueses que têm trabalhado até à exaustão nas mais diversas áreas, todas elas fundamentais para enfrentar esta tempestade – Farmácias, Supermercados, Pequenas Lojas, Bombeiros, Cruz Vermelha, Lares, Serviços de Recolha de Lixo, Padarias, Motoristas, Agricultura, Pescas, Forças Armadas, Voluntários nas mais diversas frentes, Imprensa, enfim, todos aqueles que não podem ficar em casa, todos aqueles que estão na frente desta tempestade.

Graças a eles e com a nossa colaboração, estamos a vencer o vírus!

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Este mês de abril é diferente de todos os outros de que temos memória. Em março chegou a Portugal um novo vírus, que provoca uma nova doença, a covid-19.

Nasceu na China e galgou milhares de quilómetros num abrir e fechar de olhos. Ia deixando um rasto de morte por onde passava e fez o mesmo por Portugal inteiro, quando cá chegou. Já está espalhado por todo o mundo e todo o mundo o está a combater. Todo o mundo exceto alguns fanáticos, alguns deles líderes mundiais de grandes países. São líderes loucos que não estão à altura dos tempos que corremos e que os seus grandes países não mereciam. Estão do outro lado do Atlântico, é certo, mas afetam-nos na mesma.

Em Portugal está a ser combatido com medidas duras, mas que felizmente estão a dar resultado. Mandam-nos ficar em casa, ter muitos cuidados quando temos que sair, ensinam-nos como devemos agir se ficarmos infetados com o vírus. Os portugueses estão a colaborar, com um caso ou outro de indisciplina que não afeta o nosso bom comportamento, como povo responsável que somos. O exemplo português está, aliás, a servir de referência em todo o mundo.

Nesta altura estamos ansiosos por saber se a situação estabilizou, todos esperamos que sim, e que comece a recuperação. Oxalá a Páscoa seja o ponto de viragem.

Por falar em Páscoa, este ano também é diferente. Não há visita pascal em lado nenhum, não podemos circular para além do concelho onde residimos. É mais um sacrifício que fazemos para o bem comum. Um poeta português já falecido, Ary dos Santos, escreveu estes versos:

 

"Natal é em Dezembro, mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro, é quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da mulher!

 

Tal como o Natal, também a Páscoa pode ser quando quisermos!

Um abraço para todos!

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O Serafim veio para Benlhevai, está sepultado no nosso cemitério, na terra que tanto amou. Fizemos uma recolha de donativos e conseguimos o dinheiro suficiente para pagar o funeral. Lá para o Verão vamos fazer contas ao que temos e vamos fazer-lhe um jazigo. 

O Serafim vai ficar para sempre nos nossos corações.

Um abraço para todos!

migos,

O Serafim morreu em 14/01/2019, fez um ano na passada terça feira. Após a sua morte fizemos aquilo que tínhamos que fazer, trazê-lo para repousar na terra que foi sempre a sua paixão. Também quisemos cumprir a tradição religiosa de mandar celebrar uma missa por mês até ao primeiro aniversário da sua morte. A última foi hoje, 18/01/2020.

Desde 2014 que se fizeram donativos para as despesas do Serafim; Até 2017 para a sua vinda a Benlhevai, e no ano de 2019 para as despesas do funeral, compra da campa, jazigo e outras.

Tenho uma relação pormenorizada de todos esses donativos, quem e quando contribuiu, bem como a relação de todas as despesas. Como compreendem, não as vou tornar públicas, mas estão naturalmente à disposição de quem as quiser consultar. Refiro apenas como dado informativo o total:

Total de donativos – 3.276,31 €; total de despesas – 2.878,61 €.

Quer isto dizer que há um saldo positivo de 397,70 €, importância que tenho em meu poder e que gostaria de aplicar nalguma obra que ficasse ligada à memória do Serafim.

Agradeço que me façam sugestões.

Benlhevai, 18 de janeiro de 2020

José Maria

Antigamente em Benlhevai era assim que nos despedíamos do ano velho e celebrávamos a chegada do novo. Na noite de 31 de Dezembro, dois voluntários, um vestia-se de velho e o outro com uma roupinha nova e toca a andar pelas ruas fora. Começava logo a formar-se um cortejo e toca a gritar:

Morra o Velho! Viva o Novo!

Agora é apenas uma recordação, mas faz de conta que ainda é assim!

Está então 2019 pelas rabeiras e aí vem um novinho 2020. O que acaba deixa o que todos os outros deixaram - alegrias, tristezas, despedidas dos que nos deixaram e boas vindas aos que nasceram. Sempre assim foi e sempre assim há-de ser. O que queremos é que o que aí vem, não tarda, nos traga sobretudo paz e saúde, para que possamos dar um passo, pequeno que seja, grande se possível, no caminho que todos ambicionamos percorrer, o da felicidade.

Afinal é simples, só queremos uma coisa nesta vida, sermos felizes!

É isso! Não vos desejamos mais nada do que isso – que 2020 seja para todos vós um ano feliz, muito feliz!

Um abraço para todos!



Exposição de Pintura e Artesanato

Abriu domingo, 7 de Agosto de 2011, a primeira exposição de pintura e artesanato de Benlhevai.
A ideia nasceu na página da internet “Benlhevai.net”, foi posta à consideração da Associação Cultural e Desportiva de Benlhevai, e facilmente se arranjaram os meios para a concretizar.


Finalmente foi dada a oportunidade aos artistas de Benlhevai para mostrarem os seus trabalhos na sua terra, e ao público de para poder apreciar a qualidade dos seus trabalhos.


No dia da abertura o número de visitas ultrapassou a centena, e é unânime a opinião de que a qualidade dos trabalhos é excelente, e que a ideia de fazer esta exposição é de louvar e é para continuar.
Assim será!


Amigas e Amigos,

Mais um balanço, agora que a nossa página já tem cerca de mês e meio.

Com tantas visitas, com tantas ajudas e com tanto entusiasmo, podemos dizer que ainda usa fraldas e já anda, já fala, já corre.

No mês de Junho recebeu 775 visitas, e por isso anda feliz da vida.

Como se disse e nunca é demais repetir, esta página é de todos nós, qualquer que seja a ligação que tenhamos a Benlhevai. Estamos todos de parabéns!


Amigas e Amigos,

A nossa página já tem duas semaninhas. Ainda é uma criança, mas como foi um nascimento muito desejado, têm sido muitas as visitas a este bebé. Na primeira semana recebeu 377, isso mesmo, trezentas e setenta e sete visitas. Mas não se cansou, pelo contrário, ficou toda contente e quer continuar assim, a ser visitada por muita gente.

A partir de agora é no dia 11 de cada mês que vamos mudar-lhe a roupa, quer dizer, introduzir todos os elementos que formos arranjando e os que nos forem mandando nesse período.

Como se disse na abertura, esta página é de todos nós, qualquer que seja a ligação que tenhamos a Benlhevai. Vamos tratar dela com todo o carinho, vê-la muitas vezes, ajudá-la a crescer.


Amigos,
Esta página foi pensada há uns meses por quatro entusiastas destas coisas que têm em comum, para além de muitas outras coisas, o facto de gostarem da sua terra, Benlhevai.

Esta página destina-se a todos os que nasceram em Benlhevai, a todos os que residem ou já residiram em Benlhevai, a todos os que já passaram um dia por Benlhevai, a todos os que por um motivo ou outro têm Benlhevai no coração.

Vamos levar o nome de Benlhevai a todo o mundo, e assim podemos dizer que esta página se destina a todos os cidadãos do mundo.

Com esta página queremos aproximar todos os cidadãos de Benlhevai. Queremos fazer com que seja possível darmos um abraço, os que estamos em Benlhevai ou fora dele, por este Portugal inteiro ou por este mundo inteiro, em França, no Brasil, no Luxemburgo, na Venezuela, na Bélgica, na Suíça, em Espanha, na Itália, seja onde for.

Benlhevai é do tamanho do mundo e queremos juntá-lo com esta página.
Vamos encher esta página de fotografias, notícias, histórias, umas verdadeiras e outras daquelas que os nossos pais e avôs contavam, com alguma fantasia pelo meio. Vamos contar a história de Benlhevai desde o seu nascimento, há muitos séculos atrás, até à actualidade.

Vamos também falar de coisas tristes, dos que já nos deixaram, daqueles que construíram Benlhevai. Vamos falar de nós, os que estamos vivos, do que já fizemos e sobretudo do que temos que fazer para continuar essa construção.
Vamos dar notícias de Benlhevai, em cima da hora. Quem falecer, quem nascer, quem se casar, e outras notícias que sejam de interesse. Os jornalistas vamos ser todos, nós que escrevemos, vós que ides ler. Quem tiver uma notícia, mesmo que pense que não é importante, por favor mande-a. Nós vamos publicá-la.
Vamos falar de Benlhevai, espalhar o nome da nossa terra por esse mundo fora.

Um abraço para todos vós,
Sérgio Sousa, José Maria Fernandes, Adriano Macedo e Adalberto Teixeira