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Incêndio  2025-08-19

Ao fim da tarde de ontem, 18 de agosto, um dia que vai ficar para a História de Benlhevai pelos piores motivos, a situação agravou-se. A frente do incêndio que veio da Freixeda passou pelo norte da Trindade, continuou para a Burga, Vilares, Valbom e passou para o termo de Benlhevai. Outra frente maior, assustadora, veio de Vale da Sancha, galgou a estrada que vai para Vila Flor, passando para Vale Frechoso e Benlhevai.

Foi terrível! Era de noite, mais assustador ficava. Em pouco tempo vimos arder a zona da Serra, Muxagata, Chã de Mangas, Cagarretes, Terra Grande e Figueiral, isto no termo de Benlhevai, e continuou em grande velocidade mais para sul, já em terrenos de Vale Frechoso, Assares e Santa Comba. O vento ia de norte para sul, o que evitava que o fumo viesse na direção de Benlhevai, e talvez pelo sentido do vento, a progressão para Benlhevai foi mais lenta. Esteve assim umas horas, quilómetros de fogo impressionante, sobreiros e pinheiros a transformarem-se em labaredas com uns bons dez metros de altura. Quando chegou aos olivais, ali por Vale de Arçãs, Rousso e Terra Grande, o fogo foi diminuindo de intensidade. Foram os olivais, a maior parte deles lavrados e bem tratados, que evitaram que o fogo chegasse às casas aqui de Benlhevai, onde estávamos todos de coração nas mãos.

Hoje, com o barulho de helicópteros, aviões, carros de bombeiros (a quem temos que ficar eternamente gratos) é o dia de dominar o incêndio, esperando que não haja reacendimentos, para podermos depois chorar os prejuízos. Os materiais e aqueles de valor sentimental, os que ninguém pode pagar: as horas, dias, meses e anos de trabalho, o amor imenso que foi dedicado à terra que ficou queimada num dia triste.



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