Bem-Vindo

Agosto


Amigos

Não há volta a dar, o assunto principal continua a ser o calor. Valha-nos Deus, isto está a ser demais! Em junho tivemos uma semana de calor intenso, em julho foi todo o mês e agosto continua na mesma. É calor de dia, de noite não vem sequer um arzinho para refrescar as casas, andamos aflitos.

Como bons transmontanos, sabemos enfrentar o frio de inverno e o calor de verão. Assim sendo, estamos a começar o mês com a mesma emoção, abraçando os amigos que nos vêm visitar, os benlhevaenses que vêm recordar o sabor das suas raízes, os familiares que passaram o ano em lugares longínquos, em terras que os acolheram para aí construírem as suas vidas.

O mês de agosto continua a ser especial e assim vai continuar a ser  enquanto tivermos força para isso. Para além de tudo, é o mês em que conseguimos abraçar os nossos emigrantes, recordar com eles tempos passados, fazer uso dessa memória para nos sentirmos donos do nosso Benlhevai, esse elo que nos vai ligar para sempre.

Um abraço para todos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Julho é mês de calor, sempre foi assim, mas este ano é demais! Estão a ser atingidas temperaturas fora do normal em muitos sítios e aqui em Benlhevai também. Este ano temos ainda uma agravante, que é a falta de chuva. As terras estão ressequidas, não há água em lado nenhum e por esse país fora estão a suceder-se os incêndios. Oxalá não nos venha essa desgraça pela porta.

No resto, este mês está a ser normal: começam a aparecer por cá os amigos que vivem e trabalham por esse mundo fora, começa a notar-se o ambiente de férias. É bom para quem nos vem visitar e é bom para nós que os podemos abraçar, depois dum ano de ausência e sobretudo depois dessa terrível covid-19 que nos afastou uns dos outros.

Com esta caloraça, apetece beber um copo. Vamos a isso!

Um abraço para todos

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Amigos

Finalmente pudemos celebrar a nossa festa do Divino Espírito Santo e celebrámo-lo à grande. Este ano foi logo no primeiro fim de semana de junho; começou com os preparativos na sexta e no sábado foi o arraial. Animou e de que maneira, muita música, muita gente e muita dança. No domingo foi a tradicional missa e procissão com acompanhamento duma banda de música.

Junho já é mês de verão e o calor continua. Estamos a viver um ano de seca, o que tem valido é que de vez em quando lá vêm umas pinguitas, quando a trovoada anda por perto. As terras estão secas e a vegetação tem dificuldade em se aguentar; vamos ver se não vem nenhum incêndio por aí que acabe com a poltrica. Esperemos que não!

Estamos já a olhar para o verão que aí vem, à espera da animação que nos trazem os benlhevaenses que estão espalhados pelo país e pelo mundo e que continuam a visitar Benlhevai, a sua e nossa terra, o elo de ligação entre todos nós.

Que seja assim por muitos anos!

Um abraço para todos

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Maio entrou quente e assim continua. Vivemos uma situação de seca extrema, aqui em Benlhevai e em todo o país. O verão adivinha-se muito complicado.

Já há flores de giesta por todo o lado, assim como outras flores. A terra está seca, mas com alguma chuvinha que caiu em março e abril, as flores e plantas ganharam uma vida nova.

Começámos finalmente a ter alguns convívios e se não houver nada contra, já vamos ter a festa do Divino Espírito Santo, que este ano calha a 5 de junho, e também a festa de agosto, lá para os dias 13 e 14. Até que enfim!

Como sabem, morreu mais um benlhevaense, o senhor Aristides, uma figura do dia a dia de Benlhevai, um homem que nos está a fazer muita falta. Benlhevai vai definhando, não há esperança de mudar esta situação. Somos cada vez menos.

Será que podemos ter esperança em ver esta situação invertida?

Um abraço para todas e para todos

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Já chegou a primavera, já há flores por todo o lado. Chegou envergonhada, falta-lhe a água para se mostrar em todo o seu esplendor. Os ribeiros estão secos, a terra ressequida, as plantas vão dando o seu melhor, mas têm que disfarçar a falta da água. Este mês de abril entrou com uma valente geada que, com um ventinho a ajudar, queimou tudo o que pôde queimar: batatas de cedo, frutos que já se mostravam, flores que já não vão dar fruto. Amendoeiras, cerejeiras, pessegueiros, enfim, todas as árvores que já embelezavam a primavera foram fustigadas por esta geada. O ano não estava a correr bem, agora piorou.

Estamos a viver tempos difíceis. A pandemia está na fase final, acreditamos nós, mas já temos à nossa frente uma guerra que começou sem sabermos porquê. A Rússia invadiu a Ucrânia, há mortos, feridos e atrocidades sem fim. Em consequência desta guerra há um aumento brutal do preço de produtos; uns porque vinham da Ucrânia ou da Rússia, outros não se sabe porquê. Há muita gente a sofrer com a guerra e há alguma gente a aproveitar-se dela. É sempre assim, uns pagam a guerra, outros ganham com ela.

Malditas guerras, malditos os que as provocam!

Como no mês passado, temos também agora uma notícia triste: o senhor Aristides, uma figura icónica de Benlhevai, está muito mal. Há mais de uma semana que está no hospital, a situação é muito grave. No mês passado demos a notícia do Frederico Frutuoso, que felizmente tem vindo a melhorar. Nessa altura a situação era gravíssima, mas, embora ainda hospitalizado, já está livre de perigo. Esperamos que daqui a um mês possamos dizer o mesmo do senhor Aristides.

Um abraço para todas e para todos

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Amigos

O inverno vai passando, começa já a cheirar a primavera e água, nem vê-la! É certo que já caiu uma merujeirazinha, molhou a terra, as folhas das árvores, mas precisamos urgentemente de chuva a sério. Com esta merujeira, a natureza ficou logo mais bonita! As previsões apontam para mais uns borrifos de água de vez em quando, mas se não chover, vamos ter um verão terrível. Oxalá que as coisas melhorem.

Este mês de março começou também com um grande susto. O Frederico Frutuoso (filho do Sr. João Velhinho) teve um problema de saúde muito grave. Foi de urgência para o hospital, temeu-se o pior, mas felizmente as coisas estabilizaram. Continua muito mal, está em coma induzido, mas já há esperança que possa sobreviver. É novo, tem dois filhos pequenos, o Santiago e a Mariana. Ele, a mulher e os filhos precisam de todo o nosso apoio. Nesta altura o que podemos fazer é desejar-lhe as melhoras, quem for católico que reze por ele. Bem precisa!

Que o inverno termine em paz e que a primavera nos traga boas notícias. Para todos nós!

Hoje, 8 de março, é o dia internacional da mulher.

Para todas as mulheres do mundo, mas em especial para todas as mulheres de Benlhevai - as que cá nasceram, as que cá vivem e todas as outras espalhadas pelo país e por todo o mundo que têm uma qualquer ligação com Benlhevai, dedicamos este dia e estes versos:

Não interessa a flor que seja,

Rosa, cravo ou malmequer;

Neste dia todas rimam

Com a palavra “MULHER”

Um abraço para todas e para todos

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Depois dum janeiro geadeiro, começou um fevereiro igual. As geadas são boas para a natureza e estão a vir no tempo delas. O que nos falta é água, já nem nos lembramos de ter chovido. Isto acontece em Benlhevai, em toda a região de Trás-os-Montes e em todo o país. Vamos ter um ano terrível, por este andar a seca vai ser catastrófica.

Vai ser tempo de começar a mexer nas terras, lavrar para pôr as hortas, mas andamos todos com dúvidas se tiraremos algum proveito desse trabalho. A água é o sangue da terra, esta é uma máxima que sempre se ouviu pelos nossos lados. Sem sangue morremos, a terra sem água morre também.

As previsões para os próximos dias continuam a apontar tempo seco, embora com possibilidade de alguma chuvinha lá para o dia 11. Oxalá que venha! Pouca que seja, que dê pelo menos para regar a terra e que seja o prenúncio de mudança no clima.

Precisamos de chuva, urgentemente!

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Janeiro

Amigos

Depois dum janeiro geadeiro, começou um fevereiro igual. As geadas são boas para a natureza e estão a vir no tempo delas. O que nos falta é água, já nem nos lembramos de ter chovido. Isto acontece em Benlhevai, em toda a região de Trás-os-Montes e em todo o país. Vamos ter um ano terrível, por este andar a seca vai ser catastrófica.

Vai ser tempo de começar a mexer nas terras, lavrar para pôr as hortas, mas andamos todos com dúvidas se tiraremos algum proveito desse trabalho. A água é o sangue da terra, esta é uma máxima que sempre se ouviu pelos nossos lados. Sem sangue morremos, a terra sem água morre também.

As previsões para os próximos dias continuam a apontar tempo seco, embora com possibilidade de alguma chuvinha lá para o dia 11. Oxalá que venha! Pouca que seja, que dê pelo menos para regar a terra e que seja o prenúncio de mudança no clima.

Precisamos de chuva, urgentemente!

Um abraço para todos

Ano Novo, Vida Nova!

Antigamente era assim, agora já não. Entrou o ano novo e continua tudo na mesma. É verdade que este Natal foi mais sossegado, a passagem de ano também, mas continuamos com os mesmos problemas. Não há meio de chover a sério, geadas nem vê-las, parece primavera. Lá para diante vamos ter problemas sérios.

A apanha da azeitona está pelas rabeiras, vêm aí outros trabalhos para fazer. Acabam uns, aparecem logo outros – limpas, podas, enfim, em Benlhevai há sempre que fazer.

Que este ano de 2022 seja um Bom Ano para todos, que termine esta pandemia que nos tem atormentado, que haja saúde para todos os benlhevaenses (e para os outros também).

Um abraço para todos

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Dezembro

O tempo continua seco, demasiado seco. As terras não têm humidade e não há meio de chover. A gente da cidade anda radiante, isto para eles é bom tempo. As galdérias e os galdérios das televisões e das rádios batem palmas ao tempo. É sol todos os dias, a chuva que os atormenta não tem vontade de aparecer. Que maravilha!

Nós por cá, andamos aflitos. Se não chove é sinal de pouca fruta para o próximo ano, poucas batatas, poucos feijões, mais árvores a morrer à sede, menos água nas terras e nas torneiras. A felicidade deles é a nossa desgraça!

Mas como diz a cantiga, falemos de coisas bem melhores. O Natal está aí à porta! Não se sabe bem como vai ser, se há fogueira ou se não há, se podemos comer as batatas, couves, rabas, bacalhau e polvo em família ou se é como o ano passado, cada um recolhido e escondido em sua casa. O raio da pandemia não nos larga.

É tempo de apanhar a azeitona, anda tudo numa lufa-lufa. Sente-se o barulho das máquinas (antigamente era à vara, havia tempo para cantar e tudo…), ouve-se o roncar dos tratores (antigamente era o zornar dos burros), os ranchos já não cantam nem dançam, já não os há, somos cada vez menos.

Mas é dezembro, é tempo de Natal, tempo de celebrar a família, tempo de ver a vida com mais otimismo, com mais solidariedade, com mais amor.

Dezembro é o mês do amor! Celebremo-lo como deve ser, com amor!

Um abraço para todos

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A passos largos, aproximamo-nos do fim de mais um ano. Novembro já está em andamento; começou quente e seco, agora está já mais um bocadinho frio, mas continua seco. É certo que já caiu uma chuvinha que deu para alegrar a natureza, dar de beber às árvores, regar os nabais e as couves, mas era precisa bem mais. É no outono que deve chover, a água não dá qualquer prejuízo e vai alimentar as nascentes. Esperamos que este tempo seco acabe depressa.

 Ainda andamos na azáfama da apanha da castanha. Este ano é bonita, grandinha e o preço tem sido razoável. É das coisas que dá algum lucro na agricultura, e então para comer, é uma delícia, seja crua, cozida ou assada. Quem é que não gosta duns bilhós?

A seguir começamos a pensar na azeitona. A produção deste ano vai ser média, se não houver problemas de tempo até à apanha. Já aconteceu nalguns anos virem ventos fortes quando a azeitona está madura e a maior parte dela cair ao chão.

Vem aí o frio, é tempo de acender o lume!

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O verão já lá vai, embora ainda estejamos a viver o dos marmelos. Há muitos, este ano; agora faz-se marmelada, procuram-se as primeiras castanhas e línguas de vaca, escouçam-se os feijões, apanham-se as últimas maçãs, amêndoas, nozes, figos, enfim, fazemos como as formigas, enchemos a casa para comer no inverno.

Passou o tempo das férias, já quase toda a gente que nos visitou se foi embora. Ficamos os do costume, somos nós os guardiões de Benlhevai. Ao longo do ano vamos recebendo um ou outro, no verão que vem esperamos receber ainda mais gente que este ano.

Até lá ou até breve. Benlhevai está sempre de braços abertos!

Um abraço para todos

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Amigos

O verão aproxima-se do fim, as noites começam a ser fresquinhas, de manhã começa a ver-se o orvalho, enfim, está a terminar um ciclo e a aproximar-se outro; não tarda, temos aí o inverno. Benlhevai começa também a ficar com menos gente, já se vêm apenas os teimosos que vivemos cá e os teimosos que adiam o mais que podem a partida.

Setembro é mês de fruta, tempo de trazer para casa o produto dum ano de trabalho. Na agricultura usa-se o lema da formiga – encher a casa no verão para haver fartura no inverno.

O tempo anda seco, o que não é nada bom para a natureza, nomeadamente para a castanha e a azeitona, que bem agradeciam uma chuvinha de vez em quando. Já veio uma trovoada que trouxe alguma chuva, pouca; de resto, é o sol que manda. Até as línguas de vaca terão dificuldade em aparecer.

Um abraço para todos

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Agosto

Este mês de agosto já parece normal, sente-se um cheirinho quase igual àqueles agostos de há uns anos atrás, cheios de gente. Ainda não é bem igual, se calhar já não o volta a ser, mas o que é certo é que já vemos bastante gente que não veio o ano passado, por motivos óbvios: o raio da pandemia, esse bicho chamado sars-cov-2, o tal vírus que nos tem complicado a vida.

Festas ainda não há, a Sra. da Assunção vai ter apenas as cerimónias religiosas, mas sem procissão. Em Benlhevai, a festa da Senhora da Esperança, que já tinha alguma tradição, também não se fez. Vamos ver se no próximo ano já nos podemos desforrar.

O tempo anda como nos outros anos, quentinho. Estamos no verão, é tempo de calor!

Um abraço para todos

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Amigos

Aí está o mês que por norma é o mais quente do ano. Este começou bem, já com algum calor, a fazer esquecer junho algo fresco e bastante molhado. Agora queremos sol; nós e as hortas, para o renovo crescer.

Também é neste mês que se começam a ver por cá os benlhevaenses que trabalham (ou trabalharam) noutras zonas do país ou no estrangeiro. Recebemo-los de braços abertos, embora ainda sem abraços. A pandemia não nos larga, o vírus vai-se modificando e continua a assustar-nos. Vale-nos a rapidez com que segue a vacinação, que nos vai libertar deste vírus maldito.

Entretanto comemos os figos lampos, que este ano os há com fartura, pêssegos, peras e peros, morangos, caranguejas, enfim, toda a fruta que felizmente temos em abundância. Viva a fartura!

Um abraço para todos

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Terminado o mês de maio e passada a nossa festa, que foi calminha, como se previa, entrámos no mês de junho cheios de esperança num verão quase normal. Está tudo a correr bem, no que à covid diz respeito; no distrito de Bragança a situação está controlada e no resto do país também, embora haja um ligeiro aumento no número diário de infetados. O desconfinamento, algumas festas e o recomeço do turismo, explicam este aumento, mas até agora não é nada de alarmante.

O sol está finalmente a aparecer. Anda no ar um cheirinho a verão e as hortas estão a ficar cada vez mais bonitas. Este ano vamos ter muitos figos lampos e também se espera um bom ano em toda a outra fruta. As cerejas já vão a meio, daqui a nada vem o resto. Como sempre se disse, “do cerejo ao castanho bem me eu amanho” e este ano vai ser uma fartura.

Um abraço para todos

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Vamos continuando o nosso caminho, calmamente, na esperança de dias melhores.

O mês começou normal, entretanto arrefeceu, veio chuva, trovoada, algum granizo. Parece-nos que nunca foi assim, mas já antigamente se dizia que se devia guardar o melhor cepo para o mês de maio.

Daqui a poucos dias vamos ter a festa do Divino Espírito Santo. É a segunda debaixo desta pandemia; vamos, portanto, ter uma festa muito modesta. Vai com certeza haver missa, uma procissão muito pequenina e ficamos por aí. Não vamos ter arraial nem bailarico no Terreiro. Melhores anos virão. Para o ano havemos de nos vingar, vamos dançar a noite toda, beber uns valentes copos, vai ser de arromba.

Este maio vai ser de sacrifício, estamos a dominar o vírus, devemos continuar assim.

Um abraço para todos

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Amigos

Este abril já nos deu uma Páscoa. Estivémos confinados, dentro de casa, sem a visita pascal. Que seja a última vez que isto acontece!

Queremos o abril de águas mil, embora o cuco a beba toda no ar. Queremos estar uns com os outros, apreciar cada uma das milhares de flores que neste mês enchem os campos. Queremos o vírus daqui para fora, dar-lhe um valente pontapé no...

O desconfinamento vai avançando lentamente, passo a passo, pelo seguro. No dia 5 já houve algum alívio, no próximo dia 19 esperamos que diminuam as restrições e no fim do mês que consigamos entrar na terceira fase, mais aliviados ainda.

Um abraço para todos

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Março 2021

Está a fazer um ano que começou este drama do novo vírus. Trouxe doenças, mortes, encheu-nos os hospitais. Alterou-nos o dia a dia, meteu-nos em casa, isolou-nos de tudo e de todos.

Março, o mês de março, não merecia isto. É o mês da primavera, do desabrochar das flores, da construção dos ninhos. Nunca deveria ser o mês em que chegou a Portugal esse bicho que já nos roubou um ano de vida.

O março deste ano está agora a lutar contra o vírus. Está a fazê-lo com determinação e está a deixar-nos com a esperança de recuperarmos a liberdade. Nós estamos a colaborar, mantemos as regras de segurança enquanto vamos lavrando as terras, sementando as batatas, à espera que os frutos venham num tempo novo. Igual ao de antes do vírus, mas novo, porque agora já teremos outra forma de o viver. Com mais fraternidade, assim esperamos.

Um abraço para todos

 

Amigos

O janeiro começou frio, as geadas andaram por aqui umas semanas. Para a agricultura isto é bom! Morrem os insetos, as árvores mantêm-se sossegadas, a seiva não circula.

A segunda quinzena já nos começou a trazer alguma humidade e nestes primeiros dias de fevereiro choveu com regularidade, o que também é bom para as terras. Logo que passe este tempo de chuva, toca a lavrar, a cavar, a pôr as batatas de cedo e mais alguma coisa que se queira também mais cedo.

Em termos de clima isto até nem está a correr mal, no resto é que é uma desgraça, o raio do vírus nunca mais nos larga. Continuamos confinados, já andamos todos meio malucos (é a brincar, claro). Os hospitais estão cheios, já nos estamos a socorrer da ajuda de países amigos e continua a morrer muita gente com o vírus.

Por outro lado, continua a decorrer a vacinação; não tão depressa como gostaríamos, mas conforme as vacinas que estão a chegar. Em consequência da vacinação e do confinamento, esta última semana já não está a correr tão mal; os números da estatística continuam altos, mas finalmente começaram a baixar. Oxalá assim continue!

Um abraço para todos!

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Dezembro 2020

Com grande esforço e algum sofrimento, mandámos embora o ano de 2020. Cada ano é feito de muitas histórias, umas boas, outras más, outras assim assim.

Este que escorraçámos no dia 31 de dezembro, desde o interior das casas, uma vez que não era permitido sair à rua, trouxe-nos um vírus que nos anda a atormentar há quase um ano. Por isso 2020 não nos deixa saudades.

As festas do Natal e da passagem de ano foram muito discretas. Não houve fogueira de Natal, não houve merenda no primeiro de janeiro, não houve convívio. Sentimos a falta desse convívio, sentimos a falta dos benlhevaenses que vivem fora e nos costumam visitar nesta época do ano.

Precisamos urgentemente de mandar este vírus para o inferno, precisamos do abraço de quem gostamos, precisamos de partilhar o calor humano. Sentimo-nos presos, abafados, indefesos.

Precisamos de Liberdade! Precisamos da Normalidade!

Vamos fazer de 2021 o ano da RECUPERAÇÃO.

Vamos esperar que estas valentes geadas que têm caído (não é nada de anormal, estamos no janeiro geadeiro), matem o raio do vírus que nos anda a atormentar.

Um abraço desde Benlhevai, grande, caloroso, cheio de afetos, para todos, onde quer que estejam.

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Novembro 2020

Amigos

Chegou o mês de novembro, com o tempo a aproximar-se da normalidade. Já choveu um bocadinho, já temos o nevoeiro por cá a amadurar a azeitona, só já faltam umas geadas para matar as lagartas que nos dão cabo das couves; o tempo ainda continua macio, lá se vai acendendo o lume, mas é quase só por desfastio. 

Novidades não há, a vida vai correndo num ritmo calmo, que já não estamos para pressas. A campanha da castanha está a chegar ao fim. Este ano houve pouca e também foi pouca a procura. Isto da covid está a dar cabo de nós - não há consumo, não há comércio com os outros países, andamos todos meio perdidos. Se isto não passa depressa, ainda damos todos em malucos.

Hoje foi noticiada a chegada em breve duma vacina credível. Não é daquelas do Putin ou do Trump, em que já ninguém acredita. Esta é das verdadeiras e poderá começar a ser comercializada em breve. Portugal, inserido num programa da União Europeia, vai ter acesso a um número significativo dessas vacinas. Oxalá cheguem rapidamente, pois só nessa altura começaremos a recuperar a normalidade nas nossas vidas. 

Vamos acreditar que sim. Vem aí a vacina e vamos mandar para aquela parte esta pandemia, a covid-19 ou o raio que a parta, que depois ficará apenas como lembrança ruim para contarmos, daqui a uns anos, aos nossos filhos e netos. Só daqui a uns anos, porque os nossos filhos e netos de hoje já sabem o que é, estão a sofrer tanto ou mais que nós!

Um abraço para todos

Outubro 2020

Amigos

Chegou o mês de outubro, este ano anormalmente seco e quente. As castanhas querem cair e não têm água para abrir os ouriços, os castanheiros vão dando as línguas de vaca, mas dariam mais se tivessem humidade, a azeitona também já queria umas pinguinhas, enfim, está a faltar chuva, nevoeiros e algum frio.

O que não está a abrandar é o raio do corona vírus. Parecia que estava tudo a acalmar e de repente começou tudo a complicar-se, aqui em Portugal e pelo mundo inteiro. Estamos a começar a ficar preocupados, está a vir aí a segunda vaga e nós já não queremos ficar outra vez presos em casa. Vamos ver no que isto dá.

Vamos ter todos calma, vamos evitar os chamados comportamentos de risco, vamos lavar as mãos, evitar a proximidade com outras pessoas, usar máscara, e dentro de algum tempo isto vai passar.

Oxalá assim seja!

Nesta página estamos a publicar uns contos do Vítor sobre os vários sítios do termo de Benlhevai. É a nossa história, são as nossas raízes e estamos a tentar chegar a todos os benlhevaenses, traduzindo estes contos para francês, com o objetivo de serem lidos pelas novas gerações, por muitos dos nossos filhos e netos que já não leem em português. Há dias publicámos o “Valado” e gostaríamos de ter a vossa opinião.

Um abraço benlhevaense para todos vós.

Setembro 2020

Está pelas rabeiras o movimento normal dos meses de verão. Este ano o mês de agosto foi menos movimentado, fruto da pandemia. Esperamos que no próximo ano tudo tenha já passado e nos possamos reencontrar e, se assim for, havemos de festejar a dobrar. Agosto trouxe-nos um dia de chuva; foi só um dia, mas foi dos bons. Agora bem precisávamos doutro igual; lá se iam os últimos figos, mas as árvores bem agradeciam.

Publicamos hoje um novo conto sobre os sítios de Benlhevai. Desta vez é sobre a Pena do Corvo, que a bem dizer já fica no termo de Vale Frechoso, mas é nosso também. No tempo em que se ia a pé a Vila Flor (há uns 50 ou 60 anos), era um sítio de referência.

Esta história bem podia ter acontecido. Na altura havia sempre o perigo de aparecerem as temidas quadrilhas de ladrões, e era nestes sítios como a Pena do Corvo que eles atacavam.

Esperamos que gostem e ficamos ansiosamente à espera da vossa opinião. É muito importante que no-la dêem, e agradecemo-la desde já.

Um abraço benlhevaense para todos vós.

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Septembre 2020

Les Amis

Nous venons de publier une nouvelle histoire sur un nouveau lieu de Benlhevai - "La Plume du Corbeau" (Pena do Corvo). 

Nous publions ces histoires dans la section de cette page (benlhevai.net) «LENDAS E HISTÓRIAS» (LÉGENDES ET HISTOIRES).

Vous pouvez nous envoier votre opinion par commentaires sur cette page, par email benlhevai@benlhevai.net, sur le Facebook de José Maria Sousa Fernandes ou Sérgio Sousa, comme vous voulez, l'mportant c'est que vous nos donnez votre opinion.

On vous embrasse, à tous.

Août 2020

Les Amis

Nous venons de commencer un nouveau projet dans cette page de Benlhevai. À l'équipe habituelle - José Maria Fernandes et Sérgio Sousa, se sont rejoints des nouveaux membres pour mener cette grande aventure, celle d'écrire des histoires sur les différents lieux de Benlhevai et de les publier en portugais et en français.

Nous avons maintenant avec nous Vítor Fernandes, l'auteur des histoires, Artur Fernandes, qui fait la première traduction en français et Bernadette Lesage (pour ceux qui ne connaissent pas le nom, c'est Lourdes, fille de M. Gracindo et Mme Carolina), qui complète cette traduction.

Nous publierons ces histoires dans la section de cette page (benlhevai.net) «LENDAS E HISTÓRIAS» (LÉGENDES ET HISTOIRES).

Nous savons que nous avons des nombreux lecteurs qui résident dans des pays francophones et qui ont des difficultés ou ne savent même pas lire en portugais. Certains d'entre eux sont déjà nés dans ces pays et sont les enfants ou petits-enfants des portugais qui ont quitté un jour le Portugal à la recherche d'une meilleure vie.

Notre travail est également un hommage à ces héros de Benlhevai, dont certains sont déjà décédés. Nous voulons aider ses enfants et petits-enfants à cultiver l'amour pour Benlhevai et leurs racines.

Ce travail n'aura pas de sens sauf que ces histoires soient lues. C’est donc pour cela que nous faisons ici un appel:

TOUT LE MONDE doit nous dire quelque chose. Nous voulons connaître votre opinion. Faites-le par commentaires sur cette page, par email benlhevai@benlhevai.net, sur le Facebook de José Maria Sousa Fernandes ou Sérgio Sousa, par lettre, personnellement ; de toute façon, peu importe comment, nous avons besoin de connaître votre opinion.

On vous embrasse, à tous.

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Agora em português:

Amigos

Estamos a iniciar um projeto novo nesta página de Benlhevai. À equipa habitual – José Maria Fernandes e Sérgio Sousa, juntaram-se agora novos membros para levar a cabo uma grande aventura, a de escrever histórias sobre os vários locais de Benlhevai e publicá-los em português e em francês.

Temos agora connosco o Vítor Fernandes, o autor dos contos, o Artur Fernandes, que faz a primeira tradução para francês e a Bernadette Lesage (para quem não conheça o nome, é a Lurdes, filha do Sr. Gracindo e da Sra. Carolina), que completa essa tradução.

Vamos publicar estes contos na secção desta página (benlhevai.net) “LENDAS E HISTÓRIAS”.

Sabemos que temos muitos leitores que residem em países de língua francesa e que têm dificuldade ou nem sabem ler em português. Alguns deles já nasceram nesses países e são filhos ou netos de benlhevaenses que um dia saíram de Portugal à procura duma vida melhor.

Este nosso trabalho é também uma homenagem a esses heroicos benlhevaenses, alguns já falecidos. Queremos ajudar os seus filhos e netos a cultivarem o amor por Benlhevai e pelas suas raízes.

Este trabalho só fará sentido se tiver quem leia os contos. Assim, fazemos aqui um apelo:

TODOS, MAS MESMO TODOS, devem dizer-nos alguma coisa. Queremos saber a vossa opinião. Façam-no por comentários nesta página, pelo e-mail benlhevai@benlhevai.net, pelo Facebook do José Maria Sousa Fernandes ou do Sérgio Sousa, por carta, pessoalmente, enfim, não interessa como, mas precisamos de saber a vossa opinião.

Um abraço para todos vós.

 

Agosto 2020

Amigos

Chegou o mês de agosto! Especial, como sempre. É o mês dos reencontros e há sempre algo a festejar. Este ano é diferente, como têm sido todos os meses, desde que o malfadado corona vírus apareceu por aí.

Neste início de agosto temos novidades, o “banco do Serafim” está feito, como se pode ver na foto que acompanha a notícia que foi publicada há dias. Vai ficar ali, para sempre, uma recordação do nosso amigo Serafim. É uma merecida homenagem que lhe fazemos, e a data não podia ser melhor – o mês de agosto, o seu mês, aquele pelo qual durante todo o ano ansiosamente aguardava para vir à sua terra, ao encontro dos seus amigos, das suas raízes.

Esta obra foi feita com o dinheiro dos donativos do Serafim e ainda deu para fazermos uma limpeza nas Alminhas (Barreira, Prado e Valado). Está assim encerrado este processo. No que diz respeito a contas, recordamos que tínhamos 397,70 € (total de donativos – 3.276,31 €; total de despesas – 2.878,61 €). O custo destas obras foi de 420,00 €, pelo que damos por encerrado este assunto.

Um abraço para todos

Julho 2020

O mês de julho entrou com toda a força. O calor caiu-nos em cima, intenso, a lembrar que é verão e pelo menos nos próximos dias assim vai continuar. Estamos no tempo dele.

Lentamente começam a aparecer alguns benlhevaenses que vivem fora. O vírus anda por aí, bem o sabemos, mas com as devidas cautelas é bom que nos encontremos. Todos precisamos de voltar ao normal. Ainda vai levar algum tempo para que seja possível, ainda temos que fazer alguns sacrifícios, mas sabe bem termos um cheirinho dos outros verões, reencontrarmo-nos, darmos vida à nossa terra, Benlhevai.

Um abraço para todos.

 

Caminhamos para o Verão, o mês de Junho está quase a meio e a vida vai voltando lentamente ao normal. O malfadado vírus ainda não se foi embora, anda por aí à espreita, mas felizmente não entra nos nossos domínios. Que se mantenha longe, sossegadinho e nos deixe em paz.

Este ano a festa foi diferente, mas por vezes é nestas alturas que conseguimos feitos únicos. A missa foi no Terreiro, o andor do Divino Espírito Santo esteve sozinho, mas este dia vai ficar para a história. Daqui a muitos anos, os nossos netos hão-de contar aos seus netos que num ano apareceu por aí um vírus esquisito, silencioso, perigoso, letal, que alterou por completo as nossas vidas e até fez com que a missa da festa fosse ao ar livre. Mas acabou por ser uma festa simples e muito bonita.

Mudemos de assunto e pensemos no futuro. Um dos nossos benlhevaenses, o Vítor Fernandes, lembrou-se de escrever histórias. Cada uma delas tem por mote o nome de cada um dos sítios do termo de Benlhevai. Tem histórias do Noval, do Valado, da Rijada, da Jeirinha, da Cabeça Gorda, do Picamilho, enfim, de todos estes sítios que formam o corpo de Benlhevai, a sua história e sobretudo A SUA ALMA.

Vamos transcrever um – a Fraga dos Casados – só para aguçar o apetite, porque brevemente vamos começar a publicá-los aqui nesta página de Benlhevai. Aqui vai:

A FRAGA DOS CASADOS

Trazia-a na lembrança dia e noite, a cabeça não lhe dava descanso. Bem rezava o pouco do padre-nosso que sabia, repetia-o até lhe doer a cabeça, mas a maldita da ideia não o largava.

A promessa que tinha feito à Srª dos Remédios dava-lhe alguma esperança, mas até lá … Depois, também não faltava quem o desanimasse, como o tio Marrazes, que na vindima, no seu jeito calmo e bonacheirão, o tinha lembrado:

- Óh rapaz, brancas p’ras brancas, pretas p’ras pretas, tu não vês?

Não era conselho que lhe agradasse, mesmo assim bem tentava tirá-la da cabeça, mas a maldita da ideia, só pra aquilo! Só pra aquilo!

Botava os ombros às traseiras do carro nas subidas, as treitouras até chiavam enquanto a aguilhada furava o couro na zona mais fina das pernas do “carapau”, as veias do pescoço inchavam do esforço e os braços tremiam, mas a cachimónia lembrava-o a todo o instante, e a maldita da ideia p’ra ali.

Todos lhe conheciam o aixe, e era motivo de brincadeira, a cachopa fazia que não via, “- era o que lhe faltava, casar com um aleijado”, mas ele não desarmava e enquanto os bois bebiam mansamente litros de água ao som do assobio, ele de esguelha mirava-a, enquanto ela, dobrada pela cintura, deitava a roupa sobre a erva para a por a corar, mas se alguém a avisava do olhar, escondia-se logo atrás dos olmos que davam sombra aos poços de lavar.

Mas eram estes pequenos momentos que lhe punham o coração aos saltos e na subida para a loje até os bois gostavam do assobio poderoso que se fazia ouvir pela rua acima.

À noite, deitados de costas na Eira da Pedra sob o céu estrelado, perguntava pela milésima vez ao Zé da Veiga, amigo do peito, o único de confiança que tinha, por que é que o raio da rapariga fazia de conta que não o via.

- Domingo, depois da missa, botamo-nos por aí abaixo até Santa Comba. Sei de alguém que te pode ajudar.

- Quem? Tu não me digas! Vamos lá hoje!

- Domingo.

Como de facto! Nas alminhas ainda esperou um pouco pelo Zé da Veiga, ”- rais parta, estava a ver que nunca mais vinhas!”, e lá foram ambos os dois Valcoreiro abaixo, pelo atalho para não perder tempo, e já quase a chegar à Ladeira do Moca, com a pressa e com o coração aos saltos tropeçou, deu um grande trambolhão e bateu de cabeça numa enorme fraga oval que quase impedia o carreirão. Sentiu o sangue pela cara abaixo, devia vir da testa.

- Era o que me faltava!

Arreliado, levantou-se e atirou uma pedrada à enorme fraga, como se a culpa fosse dela, e ficaram os dois a ver o milagre: A pedra, apesar da violência com que foi atirada, parece que parou ao bater na fraga, fez ricochete, subiu e ao cair começou a rodopiar em cima dela e lá ficou.

- Não fazes outra!

- Realmente, parece impossível!

O sangue não parava.

- Temos que voltar para o povo, tens aí uma ferida que não me agrada nada.

A mãe, aflita, enrolou-lhe um pano na testa e a muito custo e com algumas rezas, lá estancou o sangue.

Perdeu os sentidos e quando acordou o coração parece que lhe saía do peito. Do que seria?

Não estava a ouvir bem! A custo pôs os ouvidos a jeito para confirmar o que ouvia:

- … Mas está melhor, ele há cada uma… o que andava para ali a fazer?...

De repente veio-lhe à ideia o raio da pedra que parece que ficou presa em cima da fraga, que lembrança agora…

Era mesmo! A filha da Maria Grande, a “sua” Rosário, ali a perguntar o que tinha acontecido!

Na festa do Divino foi pedi-la aos pais.

Uns meses mais tarde, deitados na mesma Eira:

- Zé, parece maluquice, mas ninguém me tira da ideia que foi aquela fraga que me casou.

- Olha, fica a “Fraga dos Casados”, quem ali passar e que seja capaz de lá segurar a pedra como tu, tem casamento certo. Mas tem que a botar de costas!

Fraga dos casados! Esta está boa…

Um abraço para todos.

Amigos

O assunto dominante continua a ser o vírus que nos veio alterar a vida. Felizmente em Portugal continuamos a enfrentá-lo com valentia, abnegação, bom senso e muita paciência. Por tudo isto, já está a ser possível o regresso à normalidade. No dia 4 começaram a funcionar alguns serviços, dia 18 irão recomeçar outros e no dia 1 de Junho mais uns tantos. Lentamente caminhamos rumo à normalidade. Oxalá continuemos a enfrentar esta tempestade como até aqui.

No resto, a vida em Benlhevai continua influenciada pela nova realidade e aguardamos ansiosamente pelo dia 18 para podermos reatar o convívio que em Benlhevai se faz essencialmente na rua e nos cafés.

O tempo continua incerto, as terras têm humidade que chegue, o que quer dizer que a erva não nos dá tréguas. A fruta é pouca e aproxima-se a fase crítica das oliveiras, a limpa. Têm bastante espiga e se agora começar a vir o sol prevê-se um bom ano de azeite. Se continuar este tempo húmido, pode estragar essa colheita.

Já sabemos que este ano não vamos ter a festa do Divino Espírito Santo e a festa de Agosto também não poderá ser realizada. Paciência, havemos de encontrar outras formas de celebrar essas datas, o convívio, a amizade, todos esses valores que cultivamos em Benlhevai. Assim seja!

Um abraço para todos.

Nesta tempestade que tem atingido o mundo, há países mais afectados, outros menos. Há uma grande diversidade de estudos, reacções também muito diversificadas. Seja qual for o ponto de vista, Portugal aparece sempre como um dos países que melhor tem enfrentado esta tempestade. Como português, sinto-me orgulhoso do que conseguimos fazer!

Hoje, 17 de Abril de 2020, em Portugal as Forças de Segurança decidiram homenagear os profissionais de saúde e um pouco por todo o país assistimos a cerimónias emocionantes, palmas sentidas, uma união genuína, o Hino Nacional cantado por todos a fazer-nos ter orgulho em sermos portugueses.

Ao assistir a estas cerimónias também bati palmas, para eles e para todos nós:

Para o Povo Português em geral que tem cumprido todas as orientações das autoridades da saúde;

Para as autoridades da saúde que têm estado à altura dos acontecimentos;

Para o poder político em Portugal que soube reagir a tempo. Presidente da República, governo, oposição, autarcas, todos têm agido em sintonia, privilegiando a união de esforços e pondo de parte as naturais diferenças políticas;

Para todas as portuguesas e todos os portugueses que têm trabalhado até à exaustão nas mais diversas áreas, todas elas fundamentais para enfrentar esta tempestade – Farmácias, Supermercados, Pequenas Lojas, Bombeiros, Cruz Vermelha, Lares, Serviços de Recolha de Lixo, Padarias, Motoristas, Agricultura, Pescas, Forças Armadas, Voluntários nas mais diversas frentes, Imprensa, enfim, todos aqueles que não podem ficar em casa, todos aqueles que estão na frente desta tempestade.

Graças a eles e com a nossa colaboração, estamos a vencer o vírus!

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Este mês de abril é diferente de todos os outros de que temos memória. Em março chegou a Portugal um novo vírus, que provoca uma nova doença, a covid-19.

Nasceu na China e galgou milhares de quilómetros num abrir e fechar de olhos. Ia deixando um rasto de morte por onde passava e fez o mesmo por Portugal inteiro, quando cá chegou. Já está espalhado por todo o mundo e todo o mundo o está a combater. Todo o mundo exceto alguns fanáticos, alguns deles líderes mundiais de grandes países. São líderes loucos que não estão à altura dos tempos que corremos e que os seus grandes países não mereciam. Estão do outro lado do Atlântico, é certo, mas afetam-nos na mesma.

Em Portugal está a ser combatido com medidas duras, mas que felizmente estão a dar resultado. Mandam-nos ficar em casa, ter muitos cuidados quando temos que sair, ensinam-nos como devemos agir se ficarmos infetados com o vírus. Os portugueses estão a colaborar, com um caso ou outro de indisciplina que não afeta o nosso bom comportamento, como povo responsável que somos. O exemplo português está, aliás, a servir de referência em todo o mundo.

Nesta altura estamos ansiosos por saber se a situação estabilizou, todos esperamos que sim, e que comece a recuperação. Oxalá a Páscoa seja o ponto de viragem.

Por falar em Páscoa, este ano também é diferente. Não há visita pascal em lado nenhum, não podemos circular para além do concelho onde residimos. É mais um sacrifício que fazemos para o bem comum. Um poeta português já falecido, Ary dos Santos, escreveu estes versos:

 

"Natal é em Dezembro, mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro, é quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da mulher!

 

Tal como o Natal, também a Páscoa pode ser quando quisermos!

Um abraço para todos!

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O Serafim veio para Benlhevai, está sepultado no nosso cemitério, na terra que tanto amou. Fizemos uma recolha de donativos e conseguimos o dinheiro suficiente para pagar o funeral. Lá para o Verão vamos fazer contas ao que temos e vamos fazer-lhe um jazigo. 

O Serafim vai ficar para sempre nos nossos corações.

Um abraço para todos!

migos,

O Serafim morreu em 14/01/2019, fez um ano na passada terça feira. Após a sua morte fizemos aquilo que tínhamos que fazer, trazê-lo para repousar na terra que foi sempre a sua paixão. Também quisemos cumprir a tradição religiosa de mandar celebrar uma missa por mês até ao primeiro aniversário da sua morte. A última foi hoje, 18/01/2020.

Desde 2014 que se fizeram donativos para as despesas do Serafim; Até 2017 para a sua vinda a Benlhevai, e no ano de 2019 para as despesas do funeral, compra da campa, jazigo e outras.

Tenho uma relação pormenorizada de todos esses donativos, quem e quando contribuiu, bem como a relação de todas as despesas. Como compreendem, não as vou tornar públicas, mas estão naturalmente à disposição de quem as quiser consultar. Refiro apenas como dado informativo o total:

Total de donativos – 3.276,31 €; total de despesas – 2.878,61 €.

Quer isto dizer que há um saldo positivo de 397,70 €, importância que tenho em meu poder e que gostaria de aplicar nalguma obra que ficasse ligada à memória do Serafim.

Agradeço que me façam sugestões.

Benlhevai, 18 de janeiro de 2020

José Maria

Antigamente em Benlhevai era assim que nos despedíamos do ano velho e celebrávamos a chegada do novo. Na noite de 31 de Dezembro, dois voluntários, um vestia-se de velho e o outro com uma roupinha nova e toca a andar pelas ruas fora. Começava logo a formar-se um cortejo e toca a gritar:

Morra o Velho! Viva o Novo!

Agora é apenas uma recordação, mas faz de conta que ainda é assim!

Está então 2019 pelas rabeiras e aí vem um novinho 2020. O que acaba deixa o que todos os outros deixaram - alegrias, tristezas, despedidas dos que nos deixaram e boas vindas aos que nasceram. Sempre assim foi e sempre assim há-de ser. O que queremos é que o que aí vem, não tarda, nos traga sobretudo paz e saúde, para que possamos dar um passo, pequeno que seja, grande se possível, no caminho que todos ambicionamos perco



Exposição de Pintura e Artesanato

Abriu domingo, 7 de Agosto de 2011, a primeira exposição de pintura e artesanato de Benlhevai.
A ideia nasceu na página da internet “Benlhevai.net”, foi posta à consideração da Associação Cultural e Desportiva de Benlhevai, e facilmente se arranjaram os meios para a concretizar.


Finalmente foi dada a oportunidade aos artistas de Benlhevai para mostrarem os seus trabalhos na sua terra, e ao público de para poder apreciar a qualidade dos seus trabalhos.


No dia da abertura o número de visitas ultrapassou a centena, e é unânime a opinião de que a qualidade dos trabalhos é excelente, e que a ideia de fazer esta exposição é de louvar e é para continuar.
Assim será!


Amigas e Amigos,

Mais um balanço, agora que a nossa página já tem cerca de mês e meio.

Com tantas visitas, com tantas ajudas e com tanto entusiasmo, podemos dizer que ainda usa fraldas e já anda, já fala, já corre.

No mês de Junho recebeu 775 visitas, e por isso anda feliz da vida.

Como se disse e nunca é demais repetir, esta página é de todos nós, qualquer que seja a ligação que tenhamos a Benlhevai. Estamos todos de parabéns!


Amigas e Amigos,

A nossa página já tem duas semaninhas. Ainda é uma criança, mas como foi um nascimento muito desejado, têm sido muitas as visitas a este bebé. Na primeira semana recebeu 377, isso mesmo, trezentas e setenta e sete visitas. Mas não se cansou, pelo contrário, ficou toda contente e quer continuar assim, a ser visitada por muita gente.

A partir de agora é no dia 11 de cada mês que vamos mudar-lhe a roupa, quer dizer, introduzir todos os elementos que formos arranjando e os que nos forem mandando nesse período.

Como se disse na abertura, esta página é de todos nós, qualquer que seja a ligação que tenhamos a Benlhevai. Vamos tratar dela com todo o carinho, vê-la muitas vezes, ajudá-la a crescer.


Amigos,
Esta página foi pensada há uns meses por quatro entusiastas destas coisas que têm em comum, para além de muitas outras coisas, o facto de gostarem da sua terra, Benlhevai.

Esta página destina-se a todos os que nasceram em Benlhevai, a todos os que residem ou já residiram em Benlhevai, a todos os que já passaram um dia por Benlhevai, a todos os que por um motivo ou outro têm Benlhevai no coração.

Vamos levar o nome de Benlhevai a todo o mundo, e assim podemos dizer que esta página se destina a todos os cidadãos do mundo.

Com esta página queremos aproximar todos os cidadãos de Benlhevai. Queremos fazer com que seja possível darmos um abraço, os que estamos em Benlhevai ou fora dele, por este Portugal inteiro ou por este mundo inteiro, em França, no Brasil, no Luxemburgo, na Venezuela, na Bélgica, na Suíça, em Espanha, na Itália, seja onde for.

Benlhevai é do tamanho do mundo e queremos juntá-lo com esta página.
Vamos encher esta página de fotografias, notícias, histórias, umas verdadeiras e outras daquelas que os nossos pais e avôs contavam, com alguma fantasia pelo meio. Vamos contar a história de Benlhevai desde o seu nascimento, há muitos séculos atrás, até à actualidade.

Vamos também falar de coisas tristes, dos que já nos deixaram, daqueles que construíram Benlhevai. Vamos falar de nós, os que estamos vivos, do que já fizemos e sobretudo do que temos que fazer para continuar essa construção.
Vamos dar notícias de Benlhevai, em cima da hora. Quem falecer, quem nascer, quem se casar, e outras notícias que sejam de interesse. Os jornalistas vamos ser todos, nós que escrevemos, vós que ides ler. Quem tiver uma notícia, mesmo que pense que não é importante, por favor mande-a. Nós vamos publicá-la.
Vamos falar de Benlhevai, espalhar o nome da nossa terra por esse mundo fora.

Um abraço para todos vós,
Sérgio Sousa, José Maria Fernandes, Adriano Macedo e Adalberto Teixeira